Resenha: A Menina Que Roubava Livros

by - terça-feira, fevereiro 20, 2018

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“Quando a morte conta uma história você deve parar para ler”
(A Menina Que Roubava Livros)

É com essa frase impactante que começa a história de Liesel. O livro inteiro é narrado por ninguém menos que a Morte, e como ela mesma diz no início do livro, vale muito a pena você parar para ler.
Estou com as mãos no teclado, digitando e apagando cada frase que escrevo, porque parece que nenhum começo de resenha é o suficiente para começar a falar deste livro. Como não consegui nenhuma frase de efeito nem um começo aos pés do livro, vou me limitar a simplesmente falar que ele foi um dos melhores livros que já li na vida.
Talvez eu tenha conseguido dizer algo que vá te fazer ler essa resenha e talvez ler o livro, um dos motivos pelo qual eu o indico é a renovação do que conhecemos como narração. Um livro narrado pela Morte possui características de descrição, percepção e análise completamente diferentes do normal, especialmente quando ela está contando sobre algo que já passou e que ela possui total conhecimento de todos os aspectos, Markus Zusak fez um trabalho excelente ao abordar o livro sob essa perspectiva.


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Devo confessar que o primeiro e único livro que li desse autor além desse que resenho agora foi A Garota Que Eu Quero, lembro que gostei bastante do livro, mas ele possui uma história muito rasa se comparado com A Menina Que Roubava Livros, então quando comecei a lê-lo, imaginei que ele estaria no mesmo patamar que o outro. Nunca me enganei tanto em minha vida. O livro excedeu minhas expectativas e me fez encarar o autor como um camaleão, que se camufla por trás de qualquer história que ele queira escrever.


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Para quem não sabe, o livro conta a história de Liesel durante a Segunda Guerra Mundial, mas por incrível que pareça, o livro não é pesado, ele não te deixa deprimido ou atormentado com tudo o que acontece. Se você imagina que pelo narrador ser a Morte o livro possui uma característica sombria, você está enganado, ele é leve e todas as abordagens acerca dos acontecimentos possuem um tom de inocência, exatamente pela diferença do ser que narra e do ser que é narrado. Mas isso não significa que tudo são flores, a Segunda Guerra Mundial é um assunto delicado por si só, e possui uma carga que leva a nós, leitores, sentirmos as consequências pesadas na vida dos personagens. Os acontecimentos são triste, independente da narração não ser.

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Uma característica que o Zusak abordou bem são as frases marcantes ao longo do livro, se você é desses que gosta de marcar as frases favoritas, se prepare porque você vai ter o seu livro todo marcado e não vai saber onde usar tantas frases durante a sua vida.


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Existe uma sensibilidade muito grande sobre os personagens, todos eles possuem uma visão única sobre o mundo, o que faz com que a gente queira sempre o melhor pra eles, mesmo sabendo a posição que cada um ocupa na história. A Morte é tão sensível aos falecimentos humanos, tanto os que são em relação à vida propriamente dita quanto aos que a gente perde ao longo dela, peca aquele que pensa que a morte é uma só e que chega somente ao final do último suspiro, a personagem narradora nos traz uma significação extremamente importante sobre o que é considerado morte e o que é considerado vida pelos humanos e por ela mesma.

Como eu disse lá no começo, foi extremamente difícil fazer essa resenha, esse livro é uma obra genuína que deve ser lida ao menos uma vez na vida. Recomendo, muito, muito.

E vocês? Já leram? Pensam em ler? Conta pra gente aqui nos comentários ou nas nossas redes sociais para podermos conversar um pouquinho. A gente se vê no próximo post.



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