Resenha: O Diário de Anne Frank

by - segunda-feira, fevereiro 26, 2018


Olá pessoal!
Retornei com a resenha que prometi no post das frases que mais gostei desse livro, se você ainda não conferiu, é só clicar nesse link aqui.

Esse livro me surpreendeu de duas formas: a primeira é que eu achei que era uma história triste e que eu choraria do começo ao fim e a segunda é que diversas vezes eu precisava lembrar a mim mesma que esse não é um livro de ficção.
Anne Frank é uma adolescente, judia, vivendo em um tempo no qual seu povo está sendo subjugado, perseguido, morto e torturado. Toda a Europa está de cabeça pra baixo com a expansão nazista e os judeus estão sendo erradicados, a única alternativa é se esconder. Sua família se esconde em um local que eles chamam de Anexo Secreto. E é exatamente nesse confinamento que Anne Frank escreve um diário, contando as suas percepções acerca da convivência confinada. Para que conseguisse escrever em seu diário de forma mais fácil, Anne o nomeia de Kitty e escreve como se fossem cartas para uma amiga que ela nunca conheceu, mas que a conhece inteiramente por dentro.


"Tanta coisa me passa pela cabeça à noite, quando estou sozinha, ou durante o dia, quando sou obrigada a estar perto de gente que não suporto ou que sempre interpreta mal minhas intenções! É por isso que sempre termino voltando ao meu diário - começo nele e termino nele, porque Kitty é sempre paciente."

Anne é uma menina muito espirituosa, o que nos encanta completamente. Ao longo do seu diário vemos a transformação de uma menina em uma mulher. Apesar de ter morrido aos 15 anos, Anne possuía uma força de espírito que é difícil de ser encontrada. Sonhadora, tinha o objetivo de conseguir sair do Anexo no pós guerra e se transformar em uma jornalista. Ela escreve sua alma nos diários, consegue transpôr, para nós leitores, todos os pensamentos que estão em sua mente, sejam eles felizes ou não.


É um livro comovente de diversas formas, diferente de A Menina Que Roubava Livros - que é uma ficção - esse livro é uma realidade e ao longo dele esquecemos disso, e de repente, ao falar sobre a fome a Anne nos resgata novamente para ela, que apesar de ser escrita de forma muito leve, possui um fundo extremamente triste.

"Nós, que só tínhamos duas colheres de mingau quente no café da manhã e estávamos absolutamente famintos; nós, que só tínhamos espinafres meio cozidos (por causa das vitaminas!) e batatas podres dia após dia; nós, que só colocávamos no estômago alface cozida, alface crua, espinafre, espinafre e mais espinafre. Talvez terminemos fortes como Popeye, mas até agora não vejo o menor sinal disso!"

A Editora Record teve um carinho muito especial na edição desse livro, explicando antes de começarmos a leitura como o livro foi montado e editado. As páginas são amarelas, o que acredito que todos nós leitores amamos na hora de ler um livro. Eu gostei da capa e da lombada dele, essa cor verde é uma das minhas favoritas.
Recomendo a leitura para todos aqueles que gostariam de conhecer os pensamentos e a situação dos refugiados judeus na Segunda Guerra Mundial, mas deixo claro que esse livro fala muito pouco a respeito da guerra e mais sobre a situação de Anne e sua família. Afinal, é um diário, ele possui uma característica intimista muito grande.


E ai, alguém já leu esse livro? Ou ficou com vontade de ler? Deixa aqui nos comentários ou interajam com a gente nas nossas redes sociais que estão aqui em baixo!
A gente se vê no próximo post.

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